Camilo Castelo Branco
O autor do mês de outubro é Camilo Castelo Branco.
Biografia
Filho natural de Manuel
Joaquim Botelho Castelo Branco, oriundo de uma família da pequena e recente
burguesia trasmontana, perde a mãe aos dois anos e o pai aos dez. (…)
Aos 16 anos, casa com uma camponesa
do lugar de Friúme, concelho de Ribeira de Pena, onde temporariamente exercia
as funções de amanuense (funcionário público); depressa, porém, a abandonaria.
(…) Pensa formar-se em Medicina e matricula-se na Escola Médico-Cirúrgica do
Porto, que frequenta de 1842 a 1845. Em 1846, porém, já está em Coimbra,
provavelmente para estudar Direito, curso que nem sequer iniciou.
Volta a Vila Real, mas, a
partir de 1848, fixa-se no Porto, decidido a ganhar a vida como jornalista.
Num momento de fugaz exaltação
religiosa, matricula-se no Seminário, com a intenção de se ordenar, mas a
pretensa vocação apagava-se escassos meses depois. Logo retoma a vida
aventurosa de estroina romântico, dividida entre os cafés, os teatros, os
salões da burguesia portuense e as redações dos jornais. É neste período que
conhece Ana Augusta Plácido, casada com o comerciante Manuel Pinheiro Alves,
fazendo dela o objeto de uma desordenada paixão romântica. Seduzida e
igualmente apaixonada, Ana abandona o marido e foge com Camilo para Lisboa.
Conhecido o escândalo, a esposa adúltera é posta em reclusão no Convento da
Conceição de Braga, mas ao fim de pouco mais de um mês foge, retomando a
convivência com Camilo. Instaurado o processo por adultério, é presa na Cadeia
da Relação do Porto e Camilo, depois de vaguear pelo Minho e Trás-os-Montes,
ali se entrega.
E é durante a sua permanência
na cadeia que escreve a sua obra mais célebre – Amor de Perdição.
Absolvidos, Ana e Camilo vão
viver para Lisboa até se instalarem em São Miguel de Ceide (no Minho), na casa
do marido de Ana (entretanto falecido).
Com uma família a sustentar (tem dois filhos)
e sem outros recursos além dos do seu trabalho, Camilo faz da pena o ganha-pão
único numa ansiosa e febril necessidade de escrever para viver. (…)
Camilo escreveu mais de 150
obras, distribuídas por vários géneros, tendo-se notabilizado sobretudo graças
aos seus romances.
Atormentado pela doença,
mergulhado em insanável tristeza, (…), ameaçado pela cegueira, julgando
caminhar para a loucura que a tradição da família dava como estigma fatal de
muitos dos seus, Camilo afunda-se no pessimismo (…) até que, vencido, se
suicida.
in Casa de Camilo [adaptado]
Obras
Os
Mistérios de Lisboa, 1854
Duas
Épocas na Vida, 1854
O Livro
Negro do Padre Dinis, 1855
Vingança, 1858
Carlota
Ângela, 1858
A Morta, 1860
O Romance
de um Homem Rico, 1861
Doze
Casamentos Felizes, 1861
Estrelas
Funestas, 1861
Amor de
Perdição, 1862
Coração,
Cabeça e Estômago, 1862
Estrelas
Propícias, 1863
Amor de Salvação, 1864
O Olho de Vidro, 1866
O Retrato de Ricardina, 1868
A Mulher Fatal, 1870
Novelas do Minho, 1876
Perfil do Marquês de Pombal, 1882
Vulcões de Lama, 1886
Nas Trevas, 1890
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1. Porque razão Tadeu de Albuquerque encerrou a sua filha num convento em Viseu?
2. De que modo a frase "Amou, perdeu-se e morreu amando" se aplica ao destino do protagonista da obra?
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