Padre António Vieira

António Vieira
nasceu a 6 de fevereiro de 1608, em Lisboa, filho primogénito de um modesto
casal burguês, e faleceu na Baía, Brasil, em 1697.
Quando tinha seis
anos, os seus pais mudaram-se para a Baía, no Brasil. Aí, cursou Humanidades no
Colégio da Companhia de Jesus.
Aos quinze anos,
motivado pela fé, decidiu ingressar na Companhia de Jesus, contra a vontade de
seus pais.
Em1625,
António Vieira fez votos de pobreza, castidade e obediência e, propondo-se
missionar entre os ameríndios e escravos negros, estudou a língua dos povos, o
tupi-guarani.
Ordenado
padre em 1634, depressa alcançou grande fama como orador e se celebrizaram os
seus sermões, nos quais criticava a ganância, a injustiça e a corrupção.
Foi homem de confiança do rei D. João IV que o enviou
pela Europa com importantes missões diplomáticas.
Em
1653, de regresso ao Brasil, assumiu um papel muito ativo nos conflitos entre
os jesuítas e os colonos a propósito da exploração dos indígenas. Em 1654,
pregou, no Maranhão, o célebre Sermão de
Santo António aos Peixes, em consequência do qual foi expulso pelos
colonos.
Em Portugal,
viu-se a braços com a Inquisição que o acusou de defender judeus e
cristãos-novos.
Viajou pela
Europa como pregador e, em Roma, ganhou grande reputação junto do Papa.
As ideias que defendeu e as causas que abraçou fazem de Vieira uma espécie de revolucionário do português do século XVII. Numa época dominada pelo absolutismo, Vieira não hesitou em pugnar pelos direitos dos oprimidos, denunciando, simultaneamente, a corrupção e opulência em que viviam a Nobreza e o Clero.
Em 1681,
retirou-se para a Baía, onde se entregou ao trabalho de compor e editar os seus
Sermões.
OBRA: Sermões, Cartas e História do
Futuro
Fernando Pessoa chamou-lhe “Imperador
da Língua Portuguesa”
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