quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Autor do Mês

Mia Couto



António Emílio Leite Couto, mais conhecido por Mia Couto, nasceu a 5 de julho de 1955 na cidade da Beira, em Moçambique. É filho de uma família de emigrantes portugueses. O pai, Fernando Couto, natural de Rio Tinto, foi jornalista e poeta. Escreveu dois livros que demonstraram preocupação social em relação à situação de conflito existente em Moçambique. Mia Couto publicou os seus primeiros poemas no jornal Notícias da Beira, com 14 anos.
   Iniciou assim o seu percurso literário em poesia, mas posteriormente escreveu as suas obras em prosa. Em 1972 deixou a cidade da Beira e foi para Lourenço Marques para estudar medicina.
   A partir de 1974 dedicou-se ao jornalismo, tornando-se, com a independência do seu país de origem, repórter e diretor da Agência de Informação de Moçambique (AIM) – de 1976 a 1976; da revista semanal Tempo – de 1979 a 1981 e do jornal Notícias – de 1981 a 1985. Em 1985 abandonou a carreira jornalística.
   Mia Couto é um “escritor da terra”, escreve e descreve as próprias raízes do mundo, explorando a natureza humana na sua relação com a terra. A sua linguagem extremamente rica em neologismos, confere-lhe uma singular perceção e interpretação da beleza interna das coisas. Cada palavra inventada como que adivinha a secreta natureza daquilo a que se refere, como se nenhuma outra pudesse ser utilizada para a substituir.
  As imagens de Mia Couto evocam mundos fantásticos e, em certa medida um pouco surrealistas, subjacentes ao mundo em que se vive, o mundo vivo das histórias. Mia Couto é um excelente contador de histórias. É o único escritor africano que é membro da Academia Brasileira de Letras, como sócio correspondente, eleito em 1998, sendo o sexto ocupante da cadeira nº 5, que tem por patrono Dom Francisco de Sousa.
       Atualmente é o autor moçambicano mais traduzido e divulgado no estrangeiro e um dos autores mais vendidos em Portugal. As suas obras são traduzidas e publicadas em 24 países. Várias das suas obras têm sido adaptadas ao teatro e cinema. Tem recebido vários prémios nacionais e internacionais.
  É comparado a Gabriel Garcia Márquez e Guimarães Rosa. O romance Terra Sonâmbula foi considerado um dos dez melhores livros africanos do século XX. Em 1999, o autor recebeu o prémio Vergílio Ferreira pelo conjunto da sua obra literária e, em 2007, o prémio União Latina de Literaturas Românicas.

Obras


Poesia
Raíz de Orvalho
Raíz de Orvalho e outros Poemas
Tradutor de Chuvas



Romance
Terra Sonâmbula
A Varanda do Frangipani
Mar Me Quer
Vinte e Zinco
O Último Voo do Flamingo
Um Rio Chamado tempo, uma Casa Chamada Terra
O Outro Pé da Sereia 

Contos
Vozes Anoitecidas
Cada Homem é uma Raça
Estórias Abensonhadas
Contos do Nascer da Terra
Na Berma de Nenhuma Estrada
O Fio das Missangas




Livro em Destaque

Pergunta do Mês (Contos da Terra e do Mar):

“Uma vez um homem deitou-se, todo, em cima da terra. (…) Dormiu toda a manhã e quando se tentou levantar não conseguiu.” Porquê?
Qual a solução encontrada para o problema?  


Participa deixando o teu nome ano e turma na caixa (na BE).

Podes aceder ao texto integral aqui:

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