domingo, 8 de outubro de 2017

Autor do Mês

Camilo Castelo Branco

  O autor do mês de outubro é Camilo Castelo Branco. 

   Biografia 
Filho natural de Manuel Joaquim Botelho Castelo Branco, oriundo de uma família da pequena e recente burguesia trasmontana, perde a mãe aos dois anos e o pai aos dez. (…)

Aos 16 anos, casa com uma camponesa do lugar de Friúme, concelho de Ribeira de Pena, onde temporariamente exercia as funções de amanuense (funcionário público); depressa, porém, a abandonaria. (…) Pensa formar-se em Medicina e matricula-se na Escola Médico-Cirúrgica do Porto, que frequenta de 1842 a 1845. Em 1846, porém, já está em Coimbra, provavelmente para estudar Direito, curso que nem sequer iniciou.

Volta a Vila Real, mas, a partir de 1848, fixa-se no Porto, decidido a ganhar a vida como jornalista.

Num momento de fugaz exaltação religiosa, matricula-se no Seminário, com a intenção de se ordenar, mas a pretensa vocação apagava-se escassos meses depois. Logo retoma a vida aventurosa de estroina romântico, dividida entre os cafés, os teatros, os salões da burguesia portuense e as redações dos jornais. É neste período que conhece Ana Augusta Plácido, casada com o comerciante Manuel Pinheiro Alves, fazendo dela o objeto de uma desordenada paixão romântica. Seduzida e igualmente apaixonada, Ana abandona o marido e foge com Camilo para Lisboa. Conhecido o escândalo, a esposa adúltera é posta em reclusão no Convento da Conceição de Braga, mas ao fim de pouco mais de um mês foge, retomando a convivência com Camilo. Instaurado o processo por adultério, é presa na Cadeia da Relação do Porto e Camilo, depois de vaguear pelo Minho e Trás-os-Montes, ali se entrega.

E é durante a sua permanência na cadeia que escreve a sua obra mais célebre – Amor de Perdição.

Absolvidos, Ana e Camilo vão viver para Lisboa até se instalarem em São Miguel de Ceide (no Minho), na casa do marido de Ana (entretanto falecido).

 Com uma família a sustentar (tem dois filhos) e sem outros recursos além dos do seu trabalho, Camilo faz da pena o ganha-pão único numa ansiosa e febril necessidade de escrever para viver. (…)

Camilo escreveu mais de 150 obras, distribuídas por vários géneros, tendo-se notabilizado sobretudo graças aos seus romances.

Atormentado pela doença, mergulhado em insanável tristeza, (…), ameaçado pela cegueira, julgando caminhar para a loucura que a tradição da família dava como estigma fatal de muitos dos seus, Camilo afunda-se no pessimismo (…) até que, vencido, se suicida.

in Casa de Camilo [adaptado]

  Obras
  
Os Mistérios de Lisboa, 1854
Duas Épocas na Vida, 1854
O Livro Negro do Padre Dinis, 1855
Vingança, 1858
Carlota Ângela, 1858
A Morta, 1860
O Romance de um Homem Rico, 1861
Doze Casamentos Felizes, 1861
Estrelas Funestas, 1861
Amor de Perdição, 1862
Coração, Cabeça e Estômago, 1862


Estrelas Propícias, 1863
Amor de Salvação, 1864
O Olho de Vidro, 1866
O Retrato de Ricardina, 1868
A Mulher Fatal, 1870
Novelas do Minho, 1876
Perfil do Marquês de Pombal, 1882
Vulcões de Lama, 1886
Nas Trevas, 1890

 
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1. Porque razão Tadeu de Albuquerque encerrou a sua filha num convento em Viseu?

2. De que modo a frase "Amou, perdeu-se e morreu amando" se aplica ao destino do protagonista da obra?




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